Quando se fala em frota de veículos na América Latina, não podemos deixar de citar o Brasil, que lidera em população, massa terrestre, PIB e tamanho de frota na região.

Atingida pela pandemia do Coronavirus assim como no resto do mundo, as vendas de automóveis no país de 27 estados certamente caíram em 2020. Um total de 1,62 milhão de automóveis de passageiros foram vendidos e 335.269 veículos comerciais leves (LCVs) entre janeiro e dezembro, representando decréscimos anuais de 28,6% e 15,4%, respectivamente.

Se considerarmos caminhões, ônibus e motocicletas, além de automóveis e LCVs, as vendas totais foram de 3,18 milhões (queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano anterior), segundo dados da Federação dos Distribuidores de Veículos Automotores do país, Fenabrave.

Em termos de marcas, a General Motors liderou o grupo com 17,4% do mercado, vendendo 338.549 unidades. Consistia principalmente no hatch subcompacto Chevrolet Onix, do qual 135.358 unidades foram vendidas (6,9% de participação de mercado). O número vendido, porém, foi 43,9% menor que em 2019.

A Volkswagen vem logo atrás com 327.683 unidades, seguida pela Fiat (321.836 unidades), Hyundai (167.443) e Ford (139.255).

Outros modelos que venderam bem no ano passado foram a escotilha subcompacta Ford Ka que viu 93.282 unidades saindo dos showrooms, bem como a escotilha subcompacta Hyundai HB20 (86.550 unidades), picape compacta Fiat Strada (80.047) e a escotilha subcompacta Volkswagen Gol (71.153).

Em termos de produção, o país foi duramente atingido no segundo trimestre de 2020, mas atingiu níveis quase normais no segundo semestre do ano, segundo dados da associação dos fabricantes de automóveis locais Anfavea.

Já para 2021, foram vendidos 308.640 veículos nos dois primeiros meses do ano, ainda cerca de 22% a menos que as 395.937 unidades produzidas no mesmo período do ano passado.

Entre os fatores que vêm prolongando os impactos negativos no mercado no 1T20 estão o aumento das caixas de COVID-19 e a falta de componentes automotivos que ajudariam a equilibrar a produção, segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção.

“Mesmo com o esforço das montadoras para aumentar a produção, em fevereiro faltou peças e componentes disponíveis, obrigando algumas fábricas a paralisar temporariamente a produção”, diz Assumpção.

Portanto, embora possamos esperar que a produção e as vendas eventualmente mostrem melhorias em 2021, tenha em mente que a economia ainda não voltou à normalidade e as melhorias devem ser graduais.

Parcialmente impactado pela desvalorização da moeda local nos últimos meses, o Brasil entrou em 2021 com uma inflação de 4,52%, segundo a Trading Economics, superior à média de 3% observada em 2020. Quanto à taxa básica de juros do país , está no mínimo histórico de 2%, e para o desemprego, é de pouco mais de 14%.

Frota Comercial e Leasing

As vendas da frota comercial no Brasil se saíram melhor do que o mercado geral, muito disso refletido pelo desempenho de veículos com preços mais elevados, como SUVs, picapes e veículos híbridos.

Enquanto a Fiat Strada (picape compacta) teve um aumento de 5% nas vendas no ano passado, as vendas do híbrido Toyota Corolla aumentaram 166% e o híbrido Volvo X60 aumentou 123% ano a ano.

Em termos de leasing, lembre-se de que o modelo de preferência difere entre os países latino-americanos. Embora o arrendamento sem termo, mais comumente usado no México, dê ao arrendatário termos mais flexíveis, ele coloca mais pressão sobre os compradores de automóveis quando se trata de assumir o risco de depreciação. No Brasil, é o último que preocupa alguns especialistas em compras e gestores de frotas, de modo que os arrendamentos fechados – que oneram mais o arrendador – são mais comuns.

Outro fator que influencia a decisão do modelo de locação escolhido para as empresas é a localização de sua sede. Embora muitas das sedes de empresas no México estejam situadas nos Estados Unidos ou Canadá, onde os arrendamentos abertos são mais comuns, há um número significativo de empresas no Brasil com sede na Europa, o que favorece os arrendamentos fechados para a maioria papel.

No entanto, lembre-se de que os tempos estão mudando e muitas empresas buscam novas alternativas às quais não estão acostumadas. A escolha do seu modelo de leasing vai depender muito do perfil dos motoristas de sua frota e de suas necessidades gerais, além do modelo de leasing mais utilizado pelo seu escritório central.

Outra diferença para o México é que o mercado brasileiro de aluguel e leasing de automóveis (cerca de 40% do total da América Latina) é dominado por players locais.

Enquanto a Localiza possui a maior frota total do país com 279.885 veículos (219.248 para Rent-a-Car e 60.637 para leasing corporativo), é seguida pela Unidas com 158.320 veículos (72.357 locadoras e 85.963 locações), segundo portal de notícias regional Frota LatAm.

Classificada em 3º lugar no país está a empresa local Movida, que tem uma frota de 112.430 veículos (69.925 aluguel de carros e 42.505 leasing), seguida pela multinacional francesa ALD Automotive com 36.000 veículos (todos leasing) e Arval com sede na França com 24.500 veículos (todos locados).

Embora a indústria de veículos tenha sido impactada negativamente em 2020, o mercado de leasing apresentou um aumento na maior parte no ano passado. Enquanto a frota locada da Localiza diminuiu 10,3%, a Movida teve um aumento de 14,9%, seguida pela ALD Automotive (+ 12,5%), Arval (+ 8,9%) e Unidas (+ 1%).

Nas manchetes

Uma das maiores manchetes da indústria automobilística no Brasil até agora este ano foi o anúncio da Ford Motor Co., que afirmou que encerraria toda a produção de veículos no país até o final de 2021.

Impactada por perdas significativas nas vendas na esteira da pandemia (queda de cerca de 39% ano a ano em 2020), a montadora anunciou em janeiro que fecharia suas três fábricas.

Duas estão localizadas no Nordeste do Brasil, sendo Camaçari (BA) e Horizonte (Ceará) e a outra é a fábrica da empresa em Taubaté, no sudeste do estado de São Paulo. 

A Volkswagen vem logo atrás com 327.683 unidades, seguida pela Fiat (321.836 unidades), Hyundai (167.443) e Ford (139.255).

Outros modelos que venderam bem no ano passado foram a escotilha subcompacta Ford Ka que viu 93.282 unidades saindo dos showrooms, bem como a escotilha subcompacta Hyundai HB20 (86.550 unidades), picape compacta Fiat Strada (80.047) e a escotilha subcompacta Volkswagen Gol (71.153).

Em termos de produção, o país foi duramente atingido no segundo trimestre de 2020, mas atingiu níveis quase normais no segundo semestre do ano, segundo dados da associação dos fabricantes de automóveis locais Anfavea.

Já para 2021, foram vendidos 308.640 veículos nos dois primeiros meses do ano, ainda cerca de 22% a menos que as 395.937 unidades produzidas no mesmo período do ano passado.

Entre os fatores que vêm prolongando os impactos negativos no mercado no 1T20 estão o aumento das caixas de COVID-19 e a falta de componentes automotivos que ajudariam a equilibrar a produção, segundo o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção.

“Mesmo com o esforço das montadoras para aumentar a produção, em fevereiro faltou peças e componentes disponíveis, obrigando algumas fábricas a paralisar temporariamente a produção”, diz Assumpção.

Portanto, embora possamos esperar que a produção e as vendas eventualmente mostrem melhorias em 2021, tenha em mente que a economia ainda não voltou à normalidade e as melhorias devem ser graduais.

Parcialmente impactado pela desvalorização da moeda local nos últimos meses, o Brasil entrou em 2021 com uma inflação de 4,52%, segundo a Trading Economics, superior à média de 3% observada em 2020. Quanto à taxa básica de juros do país , está no mínimo histórico de 2%, e para o desemprego, é de pouco mais de 14%.

Frota Comercial e Leasing

As vendas da frota comercial no Brasil se saíram melhor do que o mercado geral, muito disso refletido pelo desempenho de veículos com preços mais elevados, como SUVs, picapes e veículos híbridos.

Enquanto a Fiat Strada (picape compacta) teve um aumento de 5% nas vendas no ano passado, as vendas do híbrido Toyota Corolla aumentaram 166% e o híbrido Volvo X60 aumentou 123% ano a ano.

Em termos de leasing, lembre-se de que o modelo de preferência difere entre os países latino-americanos. Embora o arrendamento sem termo, mais comumente usado no México, dê ao arrendatário termos mais flexíveis, ele coloca mais pressão sobre os compradores de automóveis quando se trata de assumir o risco de depreciação. No Brasil, é o último que preocupa alguns especialistas em compras e gestores de frotas, de modo que os arrendamentos fechados – que oneram mais o arrendador – são mais comuns.

Outro fator que influencia a decisão do modelo de locação escolhido para as empresas é a localização de sua sede. Embora muitas das sedes de empresas no México estejam situadas nos Estados Unidos ou Canadá, onde os arrendamentos abertos são mais comuns, há um número significativo de empresas no Brasil com sede na Europa, o que favorece os arrendamentos fechados para a maioria papel.

No entanto, lembre-se de que os tempos estão mudando e muitas empresas buscam novas alternativas às quais não estão acostumadas. A escolha do seu modelo de leasing vai depender muito do perfil dos motoristas de sua frota e de suas necessidades gerais, além do modelo de leasing mais utilizado pelo seu escritório central.

Outra diferença para o México é que o mercado brasileiro de aluguel e leasing de automóveis (cerca de 40% do total da América Latina) é dominado por players locais.

Enquanto a Localiza possui a maior frota total do país com 279.885 veículos (219.248 para Rent-a-Car e 60.637 para leasing corporativo), é seguida pela Unidas com 158.320 veículos (72.357 locadoras e 85.963 locações), segundo portal de notícias regional Frota LatAm.

Classificada em 3º lugar no país está a empresa local Movida, que tem uma frota de 112.430 veículos (69.925 aluguel de carros e 42.505 leasing), seguida pela multinacional francesa ALD Automotive com 36.000 veículos (todos leasing) e Arval com sede na França com 24.500 veículos (todos locados).

Embora a indústria de veículos tenha sido impactada negativamente em 2020, o mercado de leasing apresentou um aumento na maior parte no ano passado. Enquanto a frota locada da Localiza diminuiu 10,3%, a Movida teve um aumento de 14,9%, seguida pela ALD Automotive (+ 12,5%), Arval (+ 8,9%) e Unidas (+ 1%).

Nas manchetes

Uma das maiores manchetes da indústria automobilística no Brasil até agora este ano foi o anúncio da Ford Motor Co., que afirmou que encerraria toda a produção de veículos no país até o final de 2021.

Impactada por perdas significativas nas vendas após a pandemia (queda de cerca de 39% ano a ano em 2020), a montadora anunciou em janeiro que fecharia suas três fábricas.

Duas estão localizadas no Nordeste do Brasil, sendo Camaçari (BA) e Horizonte (Ceará) e a outra é a planta da empresa em Taubaté, no sudeste do estado de São Paulo.

Depois de mais de 100 anos no país, a Ford encerrará a produção de seus modelos atuais, sendo o Ka (hatch subcompacto), o Ecosport (SUV compacto), e seu utilitário T4 4×4 que é fabricado por sua subsidiária Troller. A produção de peças, no entanto, permanecerá intacta para garantir a disponibilidade de componentes de reposição.

Enquanto isso, a produção regional da picape Ranger, Bronco SUV, coupé esportivo Mustang Mach 1 e novas gerações de picapes e veículos utilitários acontecerá nos países vizinhos da Argentina e do Uruguai. Outras notícias deste ano incluem aquelas vindas dos dois países maiores locadoras e locadoras de veículos, Localiza e Unidas. Enquanto a Unidas aprovou a emissão de títulos de 450 milhões (US $ 82 milhões) em fevereiro, a Localiza se associou ao provedor de soluções telemáticas CalAmp, com sede nos Estados Unidos, para fornecer novas soluções de mobilidade para a frota da primeira, como gerenciamento de frota em tempo real.

Localiza e Unidas também planejam se fundir, um movimento que estabeleceria um novo grupo que seria avaliado em mais de 60 bilhões de reais (aproximadamente 78% sendo Localiza). Com uma frota prevista de cerca de 490.000 veículos (336.000 Rent- a-Car e 154.000 Frota Corporativa), o novo grupo representaria cerca de 15% do mercado de vendas de automóveis no Brasil, o que definitivamente lhe confere uma vantagem em termos de economia de escala. O negócio ainda não foi aprovado pelo Cade, órgão antitruste do país.

Por fim, é sempre bom ficar por dentro de quem é quem no setor e entre as novas nomeações de executivos no Brasil neste ano estão: Eugenio Matter (presidente do conselho de administração da Localiza); Bruno Lasansky (CEO da Localiza), Dirlei Dias (Mercedes Benz Brasil, chefe de pós-vendas); Ken Ramirez (Hyundai Brasil e América do Sul / Central, CEO); e Cyro Martins (Volvo Brasil, VP de Manufatura). Tendências: Hoje e Amanhã Como para as tendências atuais, as opções de não-carro para mobilidade na última milha estão em ascensão no país há pelo menos dois anos. O uso de motocicletas com base em Os serviços de entrega de demanda, como I-Food, Rappi e Uber Eats, estavam em alta antes do início da pandemia do Coronavirus em 2020, e sua popularidade cresceu significativamente durante a era COVID. Esta opção de mobilidade provavelmente continuará no futuro.

Enquanto isso, os modelos de mobilidade giravam em torno de compartilhamento de carros e serviços de assinatura estão chegando ao mercado. Por um lado, o gigante bancário local Itaú Unibanco lançou o Vec Itaú em dezembro de 2020, uma solução de veículo elétrico (VE) compartilhado na cidade de São Paulo.

Embora o serviço baseado em aplicativo de celular esteja inicialmente disponível para o público em geral, o banco também está procurando trabalhar com locadoras de veículos e agências de leasing, bem como concessionárias OEM.

Atualmente em fase de testes, o serviço começou com cinco veículos (um BMW i3, um Jaguar i-Pace e três JAC iEV-40s) e conta com o suporte de quatro estações de recarga. Cobrados com uma taxa de acesso inicial e um custo por minuto, os veículos serão desbloqueados via dente azul e devolvidos a um ponto de recarga dedicado.

2021 JAC iEV-40

Fonte: JAC

Dito isso, não podemos falar sobre as tendências da frota de automóveis hoje sem discutir a possibilidade de fazer a mudança para a eletrificação. Embora alguns gestores de frotas estejam começando a fazer a transição para veículos elétricos (EV), ainda há alguns esperando nos bastidores devido a barreiras como o alto custo desses veículos, a falta de infraestrutura de recarga disponível, a alternativa “verde” do etanol, muito comum no país, e os resíduos relativamente altos nos carros a gasolina. No Brasil, a determinação do valor residual é apoiada por Kelly Blue Book – conhecido localmente como KBB – que entrou recentemente no mercado ou a tabela de avaliação local de longa data conhecida como FIPE. Apesar das barreiras, melhorias na infraestrutura e disponibilidade do modelo EV estão ocorrendo no país (principalmente no Sudeste) .

No ano passado, a unidade paulista da EDP, empresa de energia elétrica com sede em Portugal, instalou 64 carregadores rápidos de veículos elétricos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná, proporcionando aos motoristas 2.500km de autonomia, principalmente ao longo de rodovias. uma das muitas iniciativas dentro do programa Soluções de Mobilidade Elétrica Eficiente (464 milhões de reais) (US $ 82 milhões) desenvolvido pela agência reguladora de energia elétrica do Brasil, Aneel.

Enquanto isso, funcionários do governo também estão preparando medidas para facilitar os negócios, como financiamento especial e créditos fiscais para a indústria de EV e mudanças legislativas destinadas a ajudar o mercado.

Quanto ao setor privado, a Audi está investindo atualmente 10 milhões de reais para implantar 200 estações de recarga de carros elétricos em todo o país até o final de 2021. Em parceria com a concessionária local Engie Brasil Energia, os recarregadores de 22 kW seriam disparados, choque e à prova de intempéries.

Entre os outros OEMs que instalam recarregadores no país estão a BMW, que tem pelo menos 200 estações e a Volvo com outras 500.

Em termos de veículos, entre os modelos eletrificados disponíveis no Brasil estão híbridos da Toyota, Volvo e Lexus e totalmente elétricos da Audi, BMW, Chevrolet, JAC, Jaguar, Mercedes Benz, Nissan, Peugeot, Porsche, Renault e Volkswagen.

Alguns dos veículos eletrificados disponíveis no Brasil

Híbrido  
Toyota Prius (híbrido); Corolla (híbrido flex)
Volvo XC-60 (híbrido); XC-90 (híbrido)
Lexus UX 250h; UX300h; RX 450h; ES 300h; LS 500h
   
Totalmente elétrico  
Audi e-tron
BMW i3
Chevrolet Parafuso
JAC iEV20; iEV40; iEV60
Jaguar I-Pace
Mercedes Benz EQC
Nissan Folha
Peugeot 208 e-GT
Porsche Taycan
Renault Zoe
Volkswagen eGolf

O Brasil tem aproximadamente 44.000 VEs nas estradas e esta pegada está aumentando a uma taxa de aproximadamente 2.000 unidades por mês (cerca de 1,5% das vendas). De acordo com um estudo da consultoria internacional Frost and Sullivan, os veículos elétricos e híbridos devem atingir uma taxa de penetração de mais de 5.000 unidades por mês até 2025. Como podemos ver, o Brasil é um país vasto com um grande mercado de frota de automóveis aguardando ideias inovadoras para levar a gestão de frotas para o próximo nível. Com a união de multinacionais e players locais para traçar estratégias de mercado, podemos esperar coisas novas e interessantes chegando ao país nos próximos meses e anos.

Fonte: https://www.automotive-fleet.com/10139574/state-of-the-fleet-market-in-brazil