Localiza (RENT3) lucra R$ 482 milhões no 1T21, alta de 109% impulsionada por diária média

 

Fechando a boa temporada de balanços das locadoras de veículos, a Localiza (RENT3) registrou um lucro líquido de R$ 482,3 milhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado equivale a uma alta de 108,9% sobre o mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pela Localiza na noite da última segunda-feira (3), a avanço do lucro da empresa foi impulsionado por um melhor preço médio por diária. No segmento de aluguel de veículos (RAC), a empresa obteve R$ 80,3 por diária, alta de 16%, enquanto a taxa de utilização saiu de 78,2% para 80,4% na mesma base comparativa.

Em termos consolidados, a receita líquida da empresa ficou estável, em R$ 2,79 bilhões, ao passo que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 27,4% ano contra ano, para R$ 805,8 milhões.

O Retorno sobre Capital Investido (ROIC) ficou em 11,6% no primeiro trimestre deste ano. A diferença para o custo da dívida foi de 9,2 pontos percentuais. O Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) dos últimos 12 meses ficou em 22%, registrando uma “forte geração de valor, mesmo em um cenário adverso”, disse a empresa.

A maior empresa do segmento no Brasil encerrou março com uma dívida líquida de R$ 6,42 bilhões, um aumento de 4,8% ano contra ano, para R$ 294,2 milhões. O dinheiro em caixa, na ordem de R$ 3,44 bilhões, cobre o endividamento até o fim de 2023.

O menor volume de aquisição de veículos no trimestre, somado à geração de caixa no RAC e venda de seminovos resultaram em uma leve queda na alavancagem financira da empresa nos últimos 12 meses. A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ficou em 2,4 vezes no primeiro trimestre, de 2,5 vezes no ano passado.

Para a Ativa Investimentos, o resultado ficou em linha com o esperado. “Como positivo, destaca-se o crescimento nas receitas de RAC e GTF, sustentada pelo crescimento tanto do número de diárias, quanto das tarifas média”, disseram os analistas. De negativo, a queda na receita de seminovos foi pontuada.

Localiza: GTF permanece aquecido, mas crescimento é impactado

No braço de gestão de frotas (GTF), o preço médio por diária saltou 4,7%, para R$ 55,7, enquanto a taxa de utilização saiu de 96,7% para 98,6% na mesma comparação.

“A demanda continua consistente, mesmo no contexto da pandemia. Entretanto, o prazo médio de entrega está acima da média histórica em função do baixo nível de produção de carros novos, impactando temporariamente as taxas de crescimento”, disse a empresa acerca da gestão de frotas.

No segmento de seminovos, a empresa manteve a estratégia de postergar a desativação dos veículos no regime de aluguel, em função da pouca entrega de veículos zero pelas montadoras. Com isso, o número de carros vendidos caiu 24%, para 29.032.

Mesmo assim, a Localiza registrou uma abertura líquida de sete lojas de seminovos em todo o Brasil nos últimos 12 meses. O preço médio de venda também subiu, de R$ 43 mil para R$ 53 mil, um avanço de 23,3% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Fonte: Suno